A alta no preço do diesel voltou a acender o alerta entre caminhoneiros autônomos e cooperativas em todo o país. A categoria articula uma possível paralisação nacional, motivada principalmente pelo aumento dos custos e pela defasagem no valor dos fretes.
Segundo levantamento da ValeCard, o litro do diesel chegou a R$ 6,80, registrando uma alta de cerca de 18% desde o fim de fevereiro. O impacto direto no bolso dos transportadores tem gerado insatisfação, já que muitos afirmam que os valores pagos pelos fretes não são suficientes para cobrir despesas básicas da atividade.
A mobilização ganhou força após uma reunião realizada no Porto de Santos, no último dia 16, que reuniu motoristas e representantes de transportadoras de cinco estados. O encontro discutiu estratégias e avaliou a possibilidade de uma greve como forma de pressionar por mudanças.
Enquanto isso, o deputado Zé Trovão (PL-SC) tenta intermediar uma solução junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres e estuda a apresentação de um projeto de lei voltado ao setor.
Por outro lado, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística se posicionou contra a paralisação neste momento e defende a continuidade do diálogo. A entidade informou que está organizando uma agenda com o ministro Guilherme Boulos, buscando alternativas para atender às demandas da categoria sem a necessidade de greve.
De acordo com a Associação dos Caminhoneiros do Brasil e a Associação Nacional dos Transportadores de Cargas do Brasil, a adesão ao movimento ainda não é considerada ampla em todo o país. No entanto, há maior concentração de apoio na região Sul, especialmente no Rio Grande do Sul.
A situação segue em desenvolvimento e pode impactar diretamente o abastecimento e a economia caso a paralisação avance nos próximos dias.